segunda-feira, 11 de junho de 2018

A minha nova aventura


A minha nova aventura pelo mundo do teatro



O Título da peça


AUTOACUSAÇÃO – Peter Handke




O que terá levado Peter Handke a escrever sobre a condição humana, ou sobre as diferentes fases que passamos, desde que nascemos até que nos tornamos velhos, todas a fases mesmo, todas as fases de aprendizagem, de consciencialização dos vários momentos da vida, das fases em que o ser humano é forte, até à exposição das fragilidades.

E se fosse eu, o que escreveria, estando a passar a fase da meia idade, supostamente a fase em que eu deveria ser mais forte:

Talvez escrevesse frases como estas, que não sei se estão certas ou erradas:
Eu tive amor próprio, mas nunca impus as minhas vontades;

Eu não me mimei o suficiente, nem dei a mim tudo aquilo que merecia;
Eu não dei o valor suficiente às minhas imensas qualidades;
 Imagem relacionada

  • Eu não fui suficientemente tolerante comigo. Eu exagerei na tolerância que tive com os outros.
  • Eu confundi colegas com amigos, simpatia com bondade, aparência com realidade, interesses com lealdade;
  • Eu depositei demasiadas expectativas nas outras pessoas. Eu não prestei a devida atenção aos comportamentos delas, por isso tive sempre muitas desilisões;
  • Eu não me soube afastar no tempo devido, permaneci demasiado tempo nas relações. Eu fui sempre a última a sair das relações;
  • Eu ouvi muito mais do que falei e isso levou me a viver demasiado os problemas dos outros.



  • Eu não disse não;
  • Eu disse sim muitas vezes quando queria dizer não;
  • Eu abdiquei de coisas que precisava para dar aos outros;
  • Eu respondi rápido de mais e sem pensar;
  • Eu não soube criar filtros, eu fui sempre honesta demais. Com isso não conseguir criar muitas simpatia a minha volta, criando ainda alguns ódios;
  • Eu dei sempre demasiada importância aos conflitos, atribuindo sempre culpa a mim própria;
  • Eu confundi discussões com conflitos.



  • Eu não dei a devida importância a minha vida amorosa, eu vivi sempre demasiado sozinha;
  • Eu deixei para traz o sonho de ser mãe;
  • Eu não viajei o suficiente;
  • Eu preocupei-me demasiado com a poupança de dinheiro
  • Eu sorri pouco;
  • Eu não soube ser uma pessoa empática;
  • Eu não consegui criar uma rede alargada de amigos, e não soube manter contacto com algumas pessoas;
  • Eu fui demasiado introvertida.



  • Eu consigo mudar, eu posso mudar, eu vou mudar, eu consigo fazer melhor, eu vou conseguir ser mais feliz.
  • Eu vou pensar mais em mim;
  • Eu não me posso expor tanto, tenho de me proteger bem mais;
  • Eu vou amar-me mais e ser mais tolerante comigo;
  • Eu vou dizer não quando eu quero mesmo dizer não;
  • Eu vou amar-me mais e criar um leque de pessoas que gostam de mim;
  • Eu vou ser eu…Eu vou ser sobretudo para mim…Eu não posso, nem vou dar tanta importância aos outros…Eu vou cuidar mais de mim!!!



E agora a escrita que já não tem o mesmo efeito terapêutico que tinha antes…eu vou também ganhar mais motivação para escrever para o meu Blogue Animais&Companhia.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Liberdade…


 

Em que momentos me senti, ou me sinto realmente livre?


O que não me deixa ser efectivamente livre? Quando vivo num país democrático, onde me é permitido dizer e fazer praticamente tudo o que quero.


Onde está a minha liberdade enquanto ser individual e em plana consciência de todas as decisões e opções que tomo para a minha vida? Já sou responsável pelas minhas decisões e opções  pelo menos desde os 18 anos. Desde essa altura que não tenho de dar satisfações a ninguém sobre aquilo que quero e que faço. 

O que me aprisiona. Porque não sou realmente livre?

Eu, dentro do meu EU, poucas são as vezes que sou livre, ou em que me sinto realmente livre. Poucas são as vezes em que sou realmente autêntica e genuína. São tantos os factores que influenciam o meu SER no estado mais puro. São muitas a vezes que fico limitada pela distracção, ou pelo pouco sentido de observação, ou pelo, deixa para lá, não interessa. Mas a limitações não ficam por aqui, os nervos, a ansiedade, o estar deprimida ou eufórica demais, as vivências que tive no passado, os meus preconceitos, os estereótipos sociais a que eu quero forçosamente obedecer e muitas outras variantes que me limitam.


Mas então em que momentos eu sou ou fui realmente livre?


Fui livre:


  • Durante a infância, quando corri pelos campos, protegida pelo amor dos meus pais e irmãos. Sim porque sem amor ou suporte emocional ninguém consegue ser livre, livre para tomar decisões, livre para ser criativo e também comer muitos erros e muitas loucuras. Ainda sou livre quando estou com a minha família, são eles que me dão o maior suporte para ser livre.  
  • Fui livre quando estudei em Aveiro e encontrei o mundo novo quer de pessoas, quer em conhecimento, esta fase deu-me asas para eu voar;  
  • Fui livre nas primeiras vezes que recebi o meu salário e pode usufruir deles sem grandes preocupações de poupança;

Sou ainda livre quando:
Escrevo;
  • Nado sobretudo no mar, mas também na piscina, ou quando vou ao ginásio;
  • Danço, sem me preocupar com a coreografia, ou com quem está a ver;
  • Estou descontraída na conversa, seja com quem for, agora já não me interessa que sejam amigos ou conhecidos, ou desconhecidos;
  • Na praia ou no campo, basta estar ao ar livre;
  • Senti-me livre quando passei duas semanas em Seia, na comunidade terapêutica da Casa de Santa Isabel, não só por ter umas férias dedicadas ao Outro, mas por estar perto de pessoas com valores idênticos aos meus, quase tudo naquele mundo tinha a ver comigo;
  • Fui livre em todas as caminhadas que fiz a Santiago, sobretudo na última em que tomei mais consciência do que era a liberdade enquanto ser individual;
Sou principalmente livre quando encontro paz e tranquilidade dentro de mim, esse sim é o mau estado mais puro e é para alcançar este objetivo que eu trabalho tanto todos os dias.
 

São tão poucos os momentos de liberdade, o que posso melhorar em mim para cada vez me sentir mais livre?


Uma das coisas que mais me aprisiona é sem dúvida o trabalho, mas eu sei que tenho de estar no trabalho e que não posso viver sem ele. Dentro desta condição onde vou encontrar o equilíbrio de liberdade. Não é fácil, muito do meu pensamento vai para o relativizar, para o conhecer e entender melhor o comportamento dos outros, para além do aceitar, que nunca vamos ser os preferidos e escolhidos, mesmo que eu esfole a trabalhar e até que seja a melhor, nunca terei o reconhecimento devido. Não quero com isto fazer-me de coitadinha, nem sequer resignada este tipo de injustiças e a esta minha condição, o não dar tanta importância a este tipo de coisas para mim já é uma forma de me libertar.


Relativamente aos estereótipos /preconceitos sociais aos quais estou presa pela minha condição física. Há uns tempos quando falava com o namorado de uma colega minha de trabalho e lhe dizia que ficava para traz, por ter um problema de visão, ele respondeu “as pessoas têm naturalmente preconceitos e esse pode ser um bom motivo para o preconceito”. Nada mais tão simples. Óbvio que eu posso fazer o meu melhor, se com isso a opinião dos outros não mudar, bom, acho que o que os outros pensam deve deixar de ser problema meu. Tenho a certeza que haverá sempre pessoas a gostar de mim, tal como sou.


E a condição económica, para além de nos condicionar naquilo que possamos ter ou não ter, é um importantíssimo fator que condiciona o estatuto social e consequentemente nos facilita ou dificulta a vida. E quando falo de dinheiro não falo em bens matérias, consigo viver mesmo com muito pouco, já consegui viver com menos ainda, nem de acesso à educação, saúde ou cultura, porque vivemos num estado social, e conseguimos muita ter acesso a estes bens de forma mais ou menos gratuita e até com qualidade. Mas condiciona sim a forma como os outros olha para nós, o “poder” que os outros nos dão, esta rede de influencias que o dinheiro nos dá, traz-nos muitas oportunidades, tanto de trabalho, de participação em eventos e oportunidades de convivo, que nos traz saúde social. Sem dúvida que há maneiras de contornar esta situação, não é fácil, a condição económica é um grande facto de exclusão social. 


Muitas das pessoas que têm pouco dinheiro, estão na situação de exclusão social, não só pela falta de bens materiais, ou por falta de acesso à educação, cultura ou saúde, mas porque são postas um pouco à margem da sociedade, não são convidadas para ou jantares ou festas, ninguém quer estar com elas ou passear com elas, não é chic, as pessoas ricas, ou filhas do Dr.X, ou do Professor Y, só por esse facto, é-lhes dado bastante crédito e bastante poder. Cabe a cada um enquanto SER individual contornar esta situação, fazer o melhor que pode, relativizar o comportamento dos outros, muitas das soluções para estes problemas extrínsecos a nós passa por relativizar, e encontrar alternativas que nos tragam liberdade e felicidade.


Apesar de todas estas condicionantes é possível reagir, e fazer o melhor que se pode, haverá sempre pessoas que estarão não nossa condição, haverá sempre pessoas que não se importam assim tanto com isso, há sempre coisas alternativas que nós poderemos fazer, para além de fazermos o melhor com aquilo que temos. Sobretudo poderemos ser gratos por aquilo que conseguimos, a gratidão é uma das maiores virtudes.


Ser livre não é uma tarefa fácil de alcançar, implica muito conhecimento e muito auto-controle, muito relativizar e agradecer. 


Ao longo da nossa vida teremos sempre vários estados de liberdade, umas vezes com mais outras com menos, na certeza que precisamos sempre de estar presos a alguém ou alguma coisa que nos dê conforto, confiança, amor e que no faça sentir seguros.



sexta-feira, 20 de abril de 2018

Eu quero mudar!!!



Eu quero mesmo muito mudar…
Não sei o quero mudar, só que quero ser bem mais feliz.
Muito grata por nos últimos anos fazer sempre uma caminhada a Santiago, e vir sempre com o sentimento que quero mudar algo na minha vida…
As conversas com a Susana… sobre ter um sentido para a vida, sobre sermos nós a fazermos as nossas escolhas, sobre sermos livres e conscientes…
As inúmeras vezes que falo com a minha irmã, em termos um negócio nosso e morarmos mais perto uma da outra…
E agora também a Joana a falar sobre em lutar pelos meus sonhos…e a meter-se demasiado na minha vida e a relação com ela também tem que mudar, não quero pessoas abelhudas na minha vida, e agora a amizade dela já não é tão positiva…
A Marcia a falar que só vivemos uma vez…e a lançar-se sempre sem medo…
Acho que não consigo ficar indiferente ao tanto que se fala em mudança…

Por onde começar…

Como eu me vejo daqui a 10 anos?
  • Não consigo imaginar…não em consigo imaginar a trabalhar aqui, acho que vou ficar louca, nem me consigo imaginar a trabalhar noutro sítio qualquer;
  • Não me consigo imaginar sozinha, nem a viver com alguém;
  • Não me consigo imaginar sem mãe, ou sem algum dos meus irmãos;
  • Quantos amigos terei nessa altura, será qua ainda serei amiga das Susanas e da Ana. Quando penso em construir um ciclo de amigos à minha volta, penso se vou ter sucesso ou não, mas tenho de acreditar nisso.
  • Que actividades extras terei nessa altura.
  • Que pessoa eu serei ou eu me tornarei…
  • Poderia pensar em quem eu era quando tinha 30 anos, mas acho que pouco mudou em mim… vou pensar no meu futuro!!!
O que realmente eu gosto de fazer, o que me apaixona mesmo?
  • Nadar, estar dentro de água;
  • Praticar desporto;
  • Estar com a família e os amigos, passear, estar ao ar livre, caminhar;
  • Trabalhar com pessoas, estar inserida em boas equipas de trabalho;
  • Gosto muito de estar na natureza e da área do ambiente;
  • Escrever;
  • Gosto da área da psicologia; animação social;
  • Organizar eventos.
  • Trabalhar na área do ambiente, não sei bem em que, acho que se estivesse com alguém acompanhar-me seria bem melhor e mais fácil. Tenho mesmo de pensar.
Mas em termos de trabalho o que poderia mesmo fazer?
  • Será que um curso de massagens, será que iria gostar de trabalhar nessa área?
  • Um curso na área da psicologia, onde poderia trabalhar? E que curso?
  • Terapia com animais, onde?
  • Um curso de instrutores de natação?
Passos:
  • Falar com a Marina, ou não?
  • Falar com o Rui.
  • Procurar oferta formativa, até junho;
  • Procurar alternativas de cursos.
  • Saber das oportunidades de emprego nesta área.
Porque só tenho esta vida e não quero chegar a velha frustrada e com ressentimentos e arrependida por ter deixado coisas por fazer…