Nós deveríamos ser como árvores, estar sempre a crescer. Deveríamos
conseguir criar raízes longas e fortes que conseguissem suportar ventos e
tempestades, e que nos alimentassem e refrescassem nos momentos mais quentes e
abrasivos.
Deveríamos ser belos e procurar sempre o sol e a luz, que
alimentasse a nossa esperança e que nunca nos deixa-se perder a fé.
Quando parássemos de crescer em tamanho, deveríamos ficar
mais pacientes com aqueles que nos vêm fazer uma agradável visita, mesmo que
por vezes nos incomodem e ter capacidade para discretamente repelir o que não
interessam ou o que nos faz mal.
Tal como as árvores deviríamos viver cada momento e ter consciência
que a seguir a uma noite de tempestade vem sempre uma manhã com um sol brilhante
e refrescante, com um espantoso cheiro a terra molhada.
Nunca deveríamos deixar que a idade nos tirasse a alegria e
o amor pela vida.
Neste meu diário, que inicialmente tinha como objectivo partilhar
conversas de café, ou de comboio ou de onde elas acontecessem, vai –se transformando
num diário de partilha dos meus próprios
pensamentos e da minha vida, sem que para isso deixe marcas negativas nos leitores.
Também não tem o propósito de atingir multidões, simplesmente guarda a minhas
memórias e de uma forma ou de outra vai-me trazendo alguma aceitação,
tranquilidade e paz.

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