quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A magia de celebrar e de agradecer



Hoje lembro me de ti, o meu pensamento está sempre muito concentrado em ti, mas não sei que te dizer. 

Ontem o teu filho ganhou um diploma de melhor aluno da escola, e tu foste requalificada, vais ganhar mais 200 euros por mês, o que te vai permitir ter uma vida mais confortável, embora não abastada, mas vai te permitir fazer mais algumas coisas, como melhorar a tua alimentação, como tu tanto queres, talvez vais poder comprar um computador, renovar o quarto do Samuel e mais algumas coisas. 

Para nós também é um alívio, agora que não recebes a pensão de alimentos do teu miúdo, esta é uma forma de compensar. Nesta área a minha preocupação diminui um pouco, não andarei sempre a pensar se tens dinheiro para a comida, ou para comprares roupa ou calçado. 

Gostava que estivesses tão contente como eu estou, afinal depois de algum sofrimento após de uma mastectomia, veio alguma bonança. Sei que o Santiago não está a ter as melhores notas do mundo, e isso para ti é mesmo muito importante, eu sei disso. Desejas que ele seja ótimo aluno, tal como tu foste. Talvez seja uma fase de mais desmotivação da parte dele, ou até uma fase pior, provocada pelo que te aconteceu e pela idade de 12 anos que tem. Como mãe não podes deixar que ele se deixe vencer pela preguiça, nem podes desistir dele. Mas agora até explicações de Inglês lhe vais poder pagar.  

Gostava que te sentisses grata e que celebra-se isso, talvez isso te trouxesse alguns momentos bem felizes. Pode ser que um dia a Guida te diga isso e tu comeces a fazê-lo mais vezes. Tu adoras a Guida e pode ser que sigas o que ela te diz. 

Na passada 2º Feira, pensei muito em ti, estava na aula de teatro e estava adorar, por momentos senti me livre e feliz. Veio a minha mente aquele sentimento de gratidão por estar ali, por estar a viver aquele momento, por ter dinheiro por pagar as aulas, por querer aprender e experimentar coisas novas. E porque este ano estou aprender muito. Senti me feliz  e grata por isso. 

Lembrei me de ti porque te faria bem teres este tipo de momentos, também gostarias de teres aulas de teatro, mas os teus investimentos vão só para o Santiago. Nunca vão para ti. 

Lembrei me de ti porque raramente agradeces os momentos bons que tens. Raramente celebras as tuas próprias vitórias e conquistas. Também não fazes isso quando o Santiago ganha torneiros de Xadrez, quando tira boas notas nos testes, ou quando ganha algum concurso na escola. Neste caso parece que a tua ambição não deixa que disfrutes das notas brilhantes que o Santiago tem, queres que tire sempre 100% em tudo. Isso não está errado, mas devia agradecer e celebrar quando ele tem testes de 90%, e isso acontece muitas vezes, deverias estar grata por isso. Ele, mesmo com a sua preguiça é muito bom aluno. Antes de ser bom aluno, ele deveria ser feliz, e atrás do bem-estar vem o resto. 

Agradecer e celebrar vitórias não é uma coisa espontânea também se treina e se aprende com o tempo. Provavelmente também estás tão deprimida e tão nervosa que não consegues apreciar esses momentos. Isso também me acontece, quando estou mais em baixo acabo por não aproveitar os momentos bons que tenho.  

Como me disseste há pouco, “nós não temos um botão de ligar e desligar, se não estávamos sempre felizes”. E verdade, não posso estar mais de acordo, sabes eu também tenho as minhas crises, que não são assim tão poucas, nem tão espaçadas no tempo como eu queria. Na maior parte das vezes não consigo lidar com a minha desmotivação e com a minha tristeza. Mas quando tenho no meu intimo o sentido de gratidão sinto –me mais feliz e mais tranquila. 

Sabes que também te queria ajudar, mas tudo que te possa dizer ainda vai piorar mais a situação, por isso fico calada. Também não sinto que tu queiras partilhar muito da tua vida comigo e isso eu vou respeitar, vou aceitar e ser mais paciente.

Estou grata por ter dois blogues e pelos momentos bons que a escrita me tem proporcionado.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Não dá para contar!!!



É triste, não dá para contar a ninguém, até tenho um pouco de vergonha, por isso não falo, nem com a minha irmã, minha confidente, mas já lhe tenho contado tanta coisa, que com isto ela me mandaria dar uma volta.

Então vamos lá a isto. 

Na quarta feira passada, durante o jantar de natal, com o grupo de voluntariado, sim esse que apregoa ao quatro ventos a fraternidade entre as pessoas. 

Uma das dinâmicas durante habituais do jantar é distribuir as pessoas aleatoriamente, com o objetivo de todos se conhecerem e de não ficarem pessoas excluídas, eu até concordo com isso, também porque não tenho o meu grupo definido, nem tantos amigos assim. 

Coincidência, das coincidências fui logo ficar ao lado da Carolina, uma pessoa de quem já fui muito próxima, agora acho que nunca fomos amigas, ou então era eu só eu amiga. 

Acho que ela e a Isaura, não se aperceberam do comentário que eu ouvia delas.

I-  Então ficaste outra vez perto dela?

C- Sim isto é por sorteio

I – Odeio esses sorteios 

Entretanto a Isaura tirou o papelinho dela e foi-se sentar no lugar dela, eu levantei-me e fui ter com a Joana, que é minha amiga. 

Surpreendente, não estava mesmo à espera deste comentário, até porque no dia anterior tinha estado com a Carla no meu trabalho e tinha a ajudado, as mensagens que trocamos foram após este encontro foram estas:







Inacreditável, mas sempre foi um pouco estranha a minha relação com a Carolina, por isso, tenho mesmo que ser eu a colocar um ponto final nesta estranha forma de “amizade”.


Nem sei muito bem o que me faz sempre voltar a falar com a Carolina, quando nós já passamos tanto tempo sem falar.


Deixamos de falar, há uma ano atrás, quando ela deixou de ser chefe do grupo, numa altura que só eu fiquei ao lado dela, toda a gente a deixou ficar sozinha. Porque será que a deixaram ficar sozinha?


Voltamos a falar em janeiro e deixamos de falar quando no fim de semana de reflexão que ela não foi por causa de uma gripe, e eu não lhe respondi às mensagens, não ia estar o fim de semana a trocar mensagens.

Falamos na reunião a seguir quando eu lhe perguntei se ele estava chateada, e ela voltou a falar.


Deixamos outra vez de falar depois da caminhada, voltamos a falar no SunSet do Xico, em julho.


A partir daqui deixamos de falar verbalmente, trocamos algumas mensagens, mais ou menos até outobro, numa caminhada que Sara organizou e que nos levou outra vez a falar.


Neste período de tempo a Carolina mandou-me mensagens, numa vez porque viu no facebook que eu fui aos anos a Ana, na outra porque viu que eu fui aos anos do Carlos. Engraçado nesta última vez ela estava de férias na Malásia, eu tinha bloqueado o acesso pelo facebook, até porque a troca de mensagens com ela me incomodava. Mas mesmo assim ela não desistiu e enviou um email, a qual eu respondi. Imagino o estado de ansiedade dela, para não conseguir desligar nas férias. Num sítio altamente, onde deveria estar muito grata por isso e preocupada com o que os outros estava a fazer.

 
Passado uns dias mandou me um email para combinarmos um cafezinho em Lamego, minha terra natal, ao que respondi que não podia, pois não iria estar lá de férias. Da forma como foi escrito parecia que me estava a fazer um frete:



Até porque eu sugeri que combinássemos um cafezinho no Porto e ela nem sequer respondeu. Eu até entendo eu tenho um problema de visão e ela tem vergonha de mim, para além disso sou pobre. Ela sempre foi muito complexada com ela própria, talvez seja por isso que não me aceite a mim.


Como tinha dito voltamos a falar na caminhada da Sara a Viana do Castelo, depois disso fomos juntas a Casa da Música e fizemos outra caminhada neste caso a Server do Vouga, onde não trocamos uma palavra sequer. A Carolina manteve-se muito calada, e nesse dia não me ofereceu boleia, coisa estranha, mas nem liguei sequer. Não ofereceu ela, ofereceu a Joana. Aliás foi muito agradável, depois acabei por jantar com ela.


No último capítulo da história, está a tal conversa que eu ouvi. Nestes dias a Isaura fez anos e penso, não tenho, ou até tenho a certeza que a Carolina combinou cafezinho com ela só para falar mal de mim.


Cabe a mim encerrar esta história a maneira ideal era sair do grupo, para já isso não quero, mas vou ter de deixar de falar tanto com a Isabel como com a Carolina, tenho de ter forças para conseguir isso, isso só depende mesmo de mim. Tenho mesmo de o fazer. Não vale mesmo a pena andar para traz e para a frente, já são demasiados desentendidos juntos. Sei que deveria ter uma conversa com a Isaura, mas não iria adiantar de muito, acho que de nada. A melhor forma de resolver este assunto é mesmo deixa-lo para traz.