terça-feira, 1 de agosto de 2017

O que se vai seguir…



As férias de verão são sempre tempo de balanço, eu aproveito sempre para reflectir no que correu pior e corrigir. Tento também encontrar sempre algo novo para fazer no ano a seguir, sobretudo no inverno que custa bastante mais a passar.
Este próximo ano vai me trazer bastantes desafios quer a nível pessoal quer profissional:

  • Queria apostar mais no teatro, no próximo ano a minha apresentação tem que ser maior e melhor, agora que já sei como é e o que consigo fazer;
  •  Vou começar a ter aulas de dança, não só porque quero aprender a dançar, ou porque quero melhorar a minha postura corporal e coordenação motora, mas o principal é que é uma actividade com música, e eu preciso de cultivar a minha alegria e o meu sorriso;
  • Vou continuar na natação, agora à quinta feira, para manter contacto com a Sofia e com a Kikas, era bem fixe a nossa relação no ano passado:
  • Relativamente ao voluntariado, confesso que estou um pouco cansada, não do grupo em si mas do voluntariado. Definitivamente não gosto dos chefes, sinto-me descriminada por eles, por isso vou desligar um pouco do voluntariado, só irei quando forem pessoas que eu gosto, se não forem pura e simplesmente digo que não posso ir. Sei que não deveria fazer isto, porque em primeiro lugar estão as pessoas a quem servimos e isso deve se sobrepor a tudo o resto. Mas antes deles estou eu, e eu estou sem motivação. Pode ser que as coisas mudem em novembro com a entrada de novos chefes, embora não acredite muito nisso.
  • No trabalho vou ter uma situação muito estranha para resolver, ontem chateei-me com a Ro Cruz, mas não foi uma chatice qualquer, foi a ruptura que já se avizinhava à cerca de dois anos. Ainda gostava de perceber porque esta relação se agudizou ao ponto de ela quase não me falar, e evitar olhar para mim, ou estar comigo.

Acho que já contei várias vezes esta história, eu costumo almoçar com as colegas Alice, Marisa, Carmencita (minha ex-colega de casa) e a Rosária. A minha relação com estas duas nunca foi a melhor e não pela incompatibilidade de feitios, mas por alimentarem muito mexerico e por muita inveja e ciúmes.

Na semana passada recebi um telefonema da Rosário a pedir a minha morada, porque queria colocar o filho dela numa escola perto da minha casa. Telefonou umas 10 vezes, não sei porque telefonou para mim quando tem a Alice que é amiga dela e companheira de ginásio, Ainda estou para descobrir isso, enfim… Mas dei a minha morada, sem pensar em consequências até porque isso não traz mal nenhum.

No dia a seguir a Rosaria mandou –me uma mensagem pelo facebook a pedir uma cópia do meu CC, e a informar que me iria telefonar ao fim do dia. Não telefonou, só voltou a dar notícias até quinta feira de manhã, quando recebi uma mensagem no Messenger, fiquei logo em alerta, por um lado achei estranho não me ter telefonado, por outro na mensagem que me enviou disse que queria passar no meu posto de trabalho, achei ridículo porque uma cópia do CC envio por email, não precisava de vir pessoalmente.

Respondi que lhe dava os documentos, mas que não assinava nada, a partir daqui foi um seguir de insultos quer pelo Messenger quer pelo telefone. Acho que nunca fui assim tão insultada na vida. Já passaram 4 dias e ainda me lembro de cada palavra dela. Meus Deus que rapariga desequilibrada:





À tarde ainda mandei uma mensagem para a Rosária a perguntar se queria a cópia do meu CC, ela não me respondeu, óbvio que não me iria responder, ela estava toda descontrolada.
Porque me pediu este favor a mim:

Porque sabia que a partida que eu faria este favor e nem precisava de me ficar obrigada, talvez continuasse sem me falar. Claro se alguém lhe fez este favor, ela terá que dar uma grande prenda, e ficar eternamente obrigada. Acho que não é daquelas pessoas que tenha a humildade de ficar obrigada a ninguém.

É engraçado, se ela me tivesse pedido este favor há dois anos, faria-a-o com todo o gosto, como as coisas mudam, e eu apercebi me que as coisas estavam a mudar e não tive maneira de reverter a situação, não deu mesmo. Uma pessoa sozinha nunca consegue fazer isso.

Já sei o que me espera, não me apetecer ir almoçar com elas e acho que não o vou fazer. Gostava de manter contacto e de continuar amiga da Marisa, quanto à Rosário, Carmencita e Alice, por um lado até estou contente por me afastar delas, são pessoas que gostam de humilhar os outros. A Alice é mesmo teimosa, vive calcada pelas colegas de trabalho a quem não consegue responder e depois acha que tem que calcar os outros especialmente a mim. A Carmencita é uma invejosita, faz tudo para ter amigos e ser bem vista, e depois é calcada, não quer dizer que não tenham muita gente que goste dela, é extremamente simpática. A Rosária é exactamente igual. A Marisa é mesmo espectacular nunca se deixou influenciar por ninguém, nunca nem mesmo pelo namorada, gostava mesmo de a ter como amiga, vamos ver. Ela agora está gravida e vai estar quase um ano ausente, vamos ver mesmo…

Sei que o que aí se avizinha é algum isolamento, pelo menos à hora de almoço, eu sei disso, sei que vou perder um ponto de contacto. Tenho que arranjar outras estratégias para seguir em frente e continuar de pé, e continuar feliz, mas tarde ou mais cedo isto iria acabar por acontecer e foi agora. Tenho a certeza que se alguma delas quiser ser minha amiga vai acabar arranjar tempo para estar comigo…


Partilho está musica que a Joana enviou, sé porque me fez bem ~

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Tu vais te embora, vou ter saudades tuas



Tu vais te embora e eu vou ter saudades tuas, tuas e dos teus filhos, sobretudo da Ritinha, que é uma miúda tão especial e que eu não vou ver crescer. Nunca saberei a adolescente que se vai tornar e muito menos se vai ser uma mulher feliz, se vai casar, ter filhos ou não. Queria tanto ver te crescer Ritinha.

A Anabela é minha colega de trabalho, a partir de segunda-feira vai trabalhar para outro lugar, embora não seja do outro lado do mundo é do outro lado da cidade. Sei com a rotina do dia-a-dia vamos perder o contacto, até porque ela não é de tomar a iniciativa e eu tenho sempre muita coisa para fazer e quando não tenho coisas para fazer tenho preguiça, enfim.

Mas voltando ao assunto Anabela, tem imensas qualidades, uma delas é o sentido de justiça, é uma pessoa mesmo justa, muito humana, não tem preferência de pessoas, ou seja não distingue ricos de pobres, e doutores de pessoas normais. Trata toda a gente por igual, acho que esta característica nunca encontrei em ninguém, ou se encontrei não de forma tão vincada e tão perfeita.

Tem também a qualidade de ser muito honesta, humilde, e sincera, até demais, acho que por vezes deveria ter mais filtros e não dizer tudo o que pensa, nem ela nem eu.

São óptimas qualidades para uma pessoa, mas a Anabela é muito pessimista, sensível e está sempre muito deprimida. Alimenta-se muito mal, toma imensos cafés por dia e penso que isso a deixa mesmo muito nervosa. Até com uma simples conversa de amigos/ colegas fica por vezes exaltada.

Embora seja uma pessoa muito doce e muito humilde, nunca foi muito fácil lidar com ele, tem um feitio muito estranho, por si só não é uma pessoa muito sociável e quando qualquer coisa acontecia de estranho isolava –se muito ou até se escondia. Quando era confrontada com qualquer coisa nunca conseguia falar sobre os assuntos, nunca foi de falar dos problemas de trabalho directamente, ou se falava começava logo a chorar. Sempre foi de fazer muitos choradinhos e de se fazer de vítima, eu com isso sempre foi conseguindo algumas coisas. Até agora que o nosso chefe se fartou e não a defendeu, obrigando a ir para outro local trabalhar.

Não era mesmo fácil trabalhar com ela, sempre quis os trabalhos mais fixes e os mais pesados sempre recusou fazer, nunca fez um esforço para se integrar, nunca mesmo.

Apesar disto tudo eu gostava e continuo a gostar muito dela. Temos algumas coisas em comum, nomeadamente a fragilidade e a integração em grupos, que tanto para mim como para ela é bem difícil. Ela tem os pais da mesma idade da minha mãe, e falamos muitas vezes sobre isso. Embora ela seja casada e eu não, estamos sozinhas numa cidade, sem muitos amigos e sem coragem de pedir nada a ninguém, quando precisamos de algo temos de nos desenrascar sozinhas, isso deixa-nos muito mais vulneráveis e com a auto-estima e autoconfiança muito em baixo. Não é nada fácil mesmo.

Ela hoje foi se embora sem se despedir, só mandou duas mensagens para eu não ficar chateada. Mas esta é mesmo a certeza que vamos perder o contacto, acho que nos próximos tempos não vai ter coragem de me ligar. Pelo menos no natal espero fazê-lo.

Não posso ficar chateada por causa deste atitude, embora esteja triste, mas tenho mesmo de aceitar e compreender, a Anabela deve estar a sofrer imenso, deve ter sofrido imenso nos últimos meses, acho que sempre sofreu bastante toda a vida. Sempre esteve muito deprimida, várias vezes aconselhei a alimentar-se melhor a fazer mais programas com os amigos e família, aproveitar mais a vida, nunca lhe disse para procurar terapia ou para falar dos problemas emocionais à medica de família, nunca tive coragem porque achava que seria pior, poderia ficar chateada e nunca mais me contar nada, e então em vez de estar ajudar, estava a pior. Foi o que achei melhor na altura.

Hoje tínhamos um cafesinho combinado e fizemos te um postal e compramos uma planta, mas tu foste embora sem dizer nada e nós ficamos completamente tolas, Se tivéssemos sido mais espertas já tínhamos previsto isso, mas não fomos.....ou queiramos que tu não saísses tão chateada, nem tão triste e dar um miminho também, porque tu mereces

Ficaram só estas mensagens para despedida  


O fim de semana está quase a começar e na segunda feira já ninguém vai falar deste assunto, daqui por uns tempos já ninguém se lembra.

Anabela que sejas mais feliz e os teus filhos também.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sobre as oportunidades


Sim, hoje falo de oportunidades, já há muito tempo que não falava de nada, também não tive nada de muito significativo para falar.

Mas hoje falo da oportunidade que tive em fazer um programa de Erasmus para pessoal técnico em Espanha, neste caso em Valência.

Eu sei que para o mais comum dos mortais isto não é nada, nem é nada de transcendente, mas para mim é, e por vários motivos:

- Foi a primeira vez que viajei sozinha, estava com muito medo de não conseguir apanhar um avião sozinha, das outras vezes que fiz viagens, fui sempre com amigos e eles acabavam por fazer o trabalho todo. Desta vez fiz esse trabalho sozinha, e correu bem, também precisava de provar a mim própria que consigo.

- Pensei que me iria perder demasiadas vezes em Valência, até para encontrar um hostel iria ser um grande filme, mas não, encontrei rápido, nunca me perdi ao ir para a universidade. Acho que me perdi uma vez na linha de metro por andar distraída. Imagine que em Portugal tenho sempre medo de ir ter com colegas a locais desconhecidos, por medo de não os ver ou não encontrar o local. Em Valência fui duas vezes à noite ter com eles e correu td bem.

Fiquei pela primeira vez a dormir no hostel, com muito receio meu, fiz uma reserva num quarto de 4 pessoas. Não posso dizer que foi maravilhoso, mas não correu mal. Na primeira noite fiquei com 3 homens, sem stress, um deles até era simpático e como tinham os 3 mais idade quando chegou a 11 horas já estavam a dormir.

Na segunda noite fiquei só com um homem, confesso que tive imenso medo, até porque ele andava sempre de boxers e ressonava muito, mas foi –se embora no meio da noite. Levantei me acendi a luz e adormeci tranquilamente. Nas noite seguintes apareceu uma rapariga holandesa muito simpática, e depois um rapaz do Bangladesh que vivia na Austrália e me gozava imenso. Devia pensar que era melhor que os outros, mas não era má pessoa.

De uma próxima vou experimentar Aibnbi, vários colegas estavam hospedados nesse tipo de alojamento (apartamentos disponibilizados por pessoas individuais e gostaram muito, por isso acho que também irei gostar.
- Tive uma semana quase só a falar Inglês, acho que de uma próxima tenho de me preparar melhor, estudar um pouco antes de ir. Sim porque fui criticada pelo rapazito do Bangladesh, que era professor Universitário. Porque não entendia mesmo muita coisa que o Cláudio dizia. No caso de serem alemães a falar também não percebia nada do que eles diziam. Apesar ter sido uma boa oportunidade para falar inglês, numa próxima tenho de me preparar melhor.

- Nunca me imaginei a ter uma oportunidade destas no trabalho, normalmente fico sempre com as coisas piores, os trabalhos de seca, os que ninguém quer. Tenho consciência que se houvesse outras pessoas a querer que eu não iria ter essa oportunidade, mas não havia e eu aproveitei. Até porque as pessoas normalmente não querem ir sozinhas, ou porque também não querem sair da zona de conforto, e isto são coisas que dão muito trabalho a preparar.

Esta viagem serviu também para eu avaliar as minhas capacidades em me aguentar sozinha, eu já mora sozinha, mas fora da zona de conforto é diferente. Reparei que não é para mim muito fácil integrar me em grupos, isso já sabia, mas não é fácil em lado nenhum. Foi difícil pelos problemas de comunicação, por eu nos primeiros dias estar bastante nervosa.

Os nervos e ansiedade também dificultaram a maneira como vivi essa semana, só a partir da quarta feira é que consegui relaxar. Este facto também afetou a relação com os outros, parece que as pessoas percebem quando não estás bem, ou quando estás numa condição mais frágil.

Reparei que só tenho conversas sérias, normalmente não falo de coisas triviais nem me riu muito. Acho que devemos ter conversas sérias, mas também conversas triviais e sobretudo rir e estar descontraída, porque isso aproxima as pessoas e cria empatia. O sorriso é mesmo uma arma muito forte para criara relações interpessoais. Acho que o meu aspecto físico também não ajuda nada, sou muito tímida, e ainda por cima tenho um problema físico, não é que as pessoas tenham preconceitos, mas porque aparência física tem esse condão de atrair ou afastar as pessoas.

Sobre o aguentar me sozinha, sob o ponto de vista físico é tudo muito bonito, a parte psicológico já não é tão fácil. Ninguém vive bem sozinho, ninguém vive bem sem falar, ou sem ter uma palavra de apoio nem que seja um bom dia. Reparei que num dos dias estava bastante nervosa e encontrei a Fiona, uma rapariga ruiva da Inglaterra, mal comecei a falar com ela acalmei logo. Mesmo logo. Mas também estar sozinha desenvolve as capacidades de desenrasque e liberta-me da minha timidez.

Mas expência teve outros momentos que não foram só desafiados

Conheci pessoas fantásticas na universidade e entre os colegas também conheci pessoas adoráveis, mais independentes que os Portugueses. Nesta viagem estava lá uma rapariga Portuguesa que foi a pessoa com quem falei menos e criei menos empatia.

Conheci o Eduardo que era uma pessoa fantástica, até partilhou uma cerveja comigo, foi mesmo fixe da parte dele.

Fiquei a conhecer a cidade praticamente todo, graças a minha opção pelo curso de fotografia, que tinha visitas guiadas aos locais mais importantes de Valência.

Fui ao oceanário, apesar de pagar 30 euros adorei.
Passei e fiz compras sozinha e fiquei a conhecer as ruas mais importantes de Valência
Cidade da Ciência e tecnologia
Cidade da Ciência e Tecnologia





Oceanário



Fui sair à noite e aproveitei a companhia dos colegas e a noite muito alegre de Espanha. A vida nocturna em Espanha é das coisas que mais gosto começa cedo tipo 7 ou 8 da noite, ainda com a luz do dia, é espectacular, adoro.

É para repetir sem dúvida, mas para encarar as coisas de forma natural e tranquila. Tenho de fazer o trabalho que já fiz no grupo de voluntariado, e que tenho de continuamente continuar a fazer. Ou seja estar bem, se estiver acompanhada estar bem, mas se estiver sozinha continuara bem.

Cada experiência nova que vou tendo, vou me apercebendo que tenho mais trabalho a nível pessoal pela frente, não é que eu queira ser perfeita, mas sei que tenho de trabalhar mais o meu sorriso, relativamente á parte de conversas, nunca poderei ser tão séria, falar menos de dinheiros e de coisas tristes. Combater a minha timidez e o facto de ser muito introvertida. Mas há muitas características que estão na nossa génese e que devemos aceita-las, podemos melhora-las e deveremos fazer isso, mas muitas das nossas características devem ser aceites, porque não há mal nenhum em ser tímido, introvertido ou em ter outra característica qualquer, desde que estas características não nos impeçam de ser felizes.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Muito trabalho pela frente



Mesmo muito trabalho que tenho pela frente, e nem é para me tornar melhor pessoa mas sim para sofrer menos e esconder um pouco mais as minhas fragilidades.

Acabou a “habitual caminhada a Santiago de Compostela”, correu bem, correu mesmo muito bem. Este ano consegui carregar a mochila o caminho todo sem aliviar peso, não fiquei enjoada, não fiquei deprimida nem triste, consegui reflectir na medida certa, ou seja sem me deixar ir a baixo. Mas trouxe uma grande carga de trabalho de casa, que me ocupará o tempo para o resto do ano ou sei lá para o resto da minha vida. Vamos por partes de algumas coisas eu já tinha plena consciência, como:

               Aceitar- aceitar como sou, aceitar a minha falta de autoconfiança, complexo de inferioridade e o achar que ninguém gosta de mim. Eu sei que se passa comigo, eu nunca sou o centro das atenções, nem a pessoa preferida, vou sempre ficando para traz, muitas vezes devido á minha timidez, outras vezes devido às minhas condições físicas e económicas, porque esta parte pesa muito, sobretudo quando é para convidar alguém para sair à noite ou para jantar, ou fazer aquela viagem.


Outro factor que pode influenciar também é a minha maneira de ser tão séria, só falo de assuntos sérios e pesados, nunca tenho conversas descontraídas ou sem interesse nenhum, mas isto também tenho de aceitar e reverter para uma qualidade desde que consiga um equilíbrio entre assuntos sérios e mais brandos.
Outra coisa que tenho de corrigir é as perguntas que faço, não me importa o que os outros fazem ou deixam de fazer ou para onde ou com quem vão. O importante sou eu e a outra pessoa, o resto é o nosso exterior.

               Aceitar os ciúmes, sim toda a gente diz que são ciúmes, na minha análise eu só quero um pouco de atenção, mas se for ciumes, que seja, não há mal nenhum nisso. No fundo eu só quero ter mais ou menos o que os outros têm, até pode ser menos, mas que seja qualquer coisa, ter amigos, estar integradas nos grupos, ser convidada para tomar café, e o mais importante ser estimada e respeitada. Eu sei que o eu preciso de miminho, muitas vezes, eu sei que é isso que me falta para ter mais autoconfiança, mas neste campo, tenho que dar muitas vezes sem receber nada em troca, mas não há mal nenhum nisso, mas eu também preciso que cuidem de mim, ou que se lembrem de mim.

               Aceitar os medos, medo de não conseguir, de deixar de fazer muita coisa por pensar que não vou conseguir. Quase numa das últimas reflexões da caminhada foi falado que “Num inquérito em que se perguntou a pessoas que estavam próximas da morte, do que elas se arrependiam mais, as respostas foram basicamente deste género – arrependo –me de não ter feito, arrependo –me de não ter estado mais com os amigos e família. Quase ninguém se arrependeu de coisas que tinham feito.
É nisto que tenho de pensar, fazer as coisas conscientemente sem ter medo, medo de falhar ou de ser criticada.

               Aceitar que há pessoas que não gostam de mim, não gostam mesmo, viver bem com isso, ok, se não gosta de mim ou não quer conviver comigo, tudo bem eu aceito isso. Mas não vou deixar de estar com as pessoas que gosto por causa de A, B. ou C, a não ser que me sinta mesmo indesejada por toda a gente. Também acho que não devo deixar de fazer as coisas que gosto porque alguém ou alguma coisa me causa incomodo.

               Estar mais atenta a quem me valoriza e a quem me vai dando atenção. Estar mais atenta às reacções das pessoas para não cometer os mesmo erros. 

               Aceitar que sou tímida e reservada, e que muitas vezes estou com as pessoas e não sei bem o que dizer, o silencia deixa me constrangida. 

               Aceitar melhor as mentiras, ou seja não me deixar afectar por elas, nem me andar a chatear com alguns equívocos, ou com o disse que disse.

               Ser mais simpática e meiga comigo, sim porque eu tenho muitas qualidades, tenho que viver, aceitar e melhorar os defeitos, mas eu tenho que valorizar e não me fazer de coitadinha, nem me valer do meu problema de visão para conseguir algumas coisas, ou para que as pessoas tenham pena de mim, esse é o pior sentimento que se pode ter. Eu sei já tive muitas vitórias na vida, tenho mesmo é que trabalhar, mesmo que trabalhe muito mais que os outros eu tenho de conseguir. Sei que ainda me faltam muitas mais vitórias para festejar, porque a vida é mesmo para festejar.

terça-feira, 4 de abril de 2017

As cores da primavera



Não consegui publicar este vídeo no facebook, espero conseguir fazê-lo aqui. Não é que esteja nenhuma obra prima, mas andei quase um mês a tirar fotos e depois não consigo mostrar a toda a gente o meu trabalho.

É só um desabado, não me estou a queixar até porque quando acabei de o fazer já não me apetecia publicar. Não gostei assim tanto do resultado final. Mas foi importante, aprendi uma coisa nova, a fazer um vídeo no MovieMaker.

Reparo que não sou grande fotografa, nem grande escritora, nunca escrevi um poema, para escrever um texto ou um simples email faço um grande filme, mas este blogue tem me ajudado nesta parte.
Sei que não sou uma pessoa muito criativa, nem muito inovadora, quero é aprender rápidos as coisas e depois despacha-las, perco rápido o interesse.

De uma coisa estou certa e ninguém me pode criticar, eu tenho sempre de estar aprender, a fazer coisas novas, ou entretida com qualquer coisa.
Este foi o meu desafio da primavera 2017.

Daqui por uns dias começo mais um, ou seja a 3ª caminhada a Santiago, ainda irei falar disso.