quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Árvore de Palavras



A minha primeira nuvem de palavras como não poderia deixar de ser é uma árvore de palavras como sejam: amor, vida, família, irmãos, natureza, amizade, azul, verde caminho, Santiago de Compostela e muitas mais, poderia ainda acrescentar outras tantas, ainda bem que a vida é composta de tantas palavras, é sinal de crescimento e que vamos tendo experiências de vida diferentes. 
 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Amizade vs Gratidão




Complicado falar sobre estes conceitos tão decisivos para as nossas vidas e para a nossa felicidade. No sábado passado apanhei boleia com um dos meus colegas de secundário e agora um dos melhores amigos do meu irmão.

A certa altura da conversa depois do Carlos (meu colega de escola), me ter já contado alguns dos episódios mais traumáticos da vida dele, começa a falar do meu irmão e diz:

“O Augusto foi um anjo que apareceu na minha vida”
“Nós damos-mos como irmãos, falamos todos os dias”
Ao que eu respondi

“Que bom, fico contente por ti e por ele”

“Tenho a certeza que também lhe fizeste bem, ele está a passar uma fase muito boa da vida dele e talvez seja graças a ti também”
O Carlos concordou…..

 Resultado de imagem para amizade

No dia seguinte… Domingo comentei isto com o meu irmão ao que ele me respondeu:
“O Carlos é um exagerado”

Eu disse-lhe: Até pode ser, mas eu nunca tive ninguém que dissesse isso de mim, mais uma vez o meu irmão desvalorizou o que eu lhe tinha dito:

“já com o Ricardo e a Ana (os melhores amigos dele) também é assim, O Carlos só diz isso porque eu estou sempre disponível e assim ele já não sai sozinho.

Talvez o meu irmão até tenha alguma razão, não sei, também não sei qual é a relação deles, o teor das conversas, que acabam sempre por criar tanta empatia, nunca saberei muito bem quais são as pequenas picardias que eles têm, e os separam. Sei que o meu irmão não gosta muito do exibicionismo dele, isso sei. No grupo também entrou a Sónia, minha colega do secundário também. A certa altura achei que ela e o Carlos iriam ter uma relação, pelo menos acho que a Sónia tinha interesse nisso. Já mais para o verão achei que o meu irmão tinha uma paixoneta pela Sónia, embora ache que ele não tenhas muitas hipóteses porque ela dá muita importância ao estatuto social.

No sábado passado a Sónia já não saiu com eles, dando a desculpa que estava cansada… O meu irmão disse que lhe parecia que eles estavam chateados, mas continuavam a falar pelo Messenger, não sei… Talvez sejam a relações amorosas que os afastem e o meu irmão também não goste muito do perfil do Carlos. Não sei, mas achei que uma grande falta de gratidão por parte do meu irmão, Eu nunca tive ninguém que me disse-se isso. Poucas foram as vezes que tive uma relação de amizade fosse tão próxima, ou tive mas acabou rápido. E eu ando “desesperada por amigos assim”, talvez por isso não encontre….

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Em cada ano, um novo desafio



Sísifo

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Miguel Torga TORGA, M., Diário XIII.

Este pequeno poema não poderia fazer mais sentido para mim neste mês de Setembro – época do ano que eu considero o início do ano, porque de facto é o fim das férias grandes e o início do ano lectivo. Nesta altura começo sempre novas actividades e defino objectivos, desta vez além disso tenho um grande equilibro pela frente, encontrar um novo equilíbrio.

Como já fui contando no trabalho fiquei sem as colegas da hora de almoço, por graves chatices com uma delas, tal como contei no Post anterior. Quando pensava que iria apostar mais noutras colegas, ex. que me “crio conflitos com uma delas”. Esta expressão está porque não cheguei a entrar em conflito, eu não entra em conflito directo, até porque ela morde bem pela calada, e isso é suficiente.  Simplesmente ela me colocou de lado, ou me excluiu do mundo dela. Claro que ela é livre de falar com quem quiser e ter na sua vida que ela quiser, mas eu também tenho esse direito, por isso não a quero a ela.

Quando cheguei de férias rapidamente me apercebi que a colega “chefe” não falava comigo, mas que estranho, claro que sei o que se passou, e imagino as histórias que a Ana deve ter contado, claro que contou à maneira dela e conseguiu manipular bem a “Chefe”. De tal forma que esta me deixou de falar, e começou a ser um pouco estúpida ao ponto de até me faltar ao respeito. O que a Ana contou deve ter sido muito grave, deve ter inventado de caraças, ou se calhar nem tanto a Ana é daquelas miúdas super fofinhas, que está sempre a dar prendinhas e miminhos, que está sempre disposta a ajudar e sobretudo agradar e tinha um pai rico e estudou na Universidade Católica e tudo. No fundo muito parecida com a “Chefe” e com o Chefe

Eu não tenho nenhuma destas características por isso lixei-me, para eles só é bom que é rico e bonito, paciência, tenho de viver com as minhas imperfeiçoes e com a pobreza. O que achei mais estranho a mudança da Célia, já nos conhecemos há três anos já era tempo de saber o que eu sou capaz de fazer ou não fazer, já deveria saber qual é o meu caracter e o meu comportamento. Enfim agora deixar de me falar porque alguém lhe contou histórias. Como é que alguém aos 40 anos se deixa manipular por cusquices, ao ponto de deixar de falar. Será que a experiência de vida dela nunca a ensinou isso, ou é a tal coisa do “só diz a verdade quem é rico e bonito”, enfim…

Quando me apercebi disto deixei de falar também com a Célia, com a “Chefe tenho de falar de trabalho” com a Ana escrevi no email que não quero falar com ela, tenho mesmo que manter esta posição durante muito tempo, o máximo que conseguir. Próximas nunca o seremos, e nem voltaremos a combinar alguma coisa extra trabalho, eu não quero isso, não quero mesmo. Acho que a única coisa que quero é distância.

Tenho a noção que estou a ficar bastante isolada em termos sociais, mas também não me posso deixar “comer por maluca”, não me podem andar sempre a lixar. E este vai ser o grande desafio para o próximo ano, manter-me mais reservada no trabalho e almoçar sozinha também. Vou ter de encontrar um novo equilíbrio, sei que vou conseguir, eu sempre consigo, toda a gente consegue.

Tenho de procurar fora o que não consigo encontrar no trabalho, tenho mesmo, para isso irei aumentar mais uma aula no ginásio e procurar outras actividades que consiga fazer sozinha, sei que vai ser uma tarefa bem difícil, mas eu tenho que conseguir eu mereço ser feliz, toda a gente merece, mas eu nunca fiz mal a ninguém, pelo menos nunca o fiz de forma deliberada.

PS. Agora só escrevo sobre o trabalho, também tenho de escrever sobre coisas boas que me acontecem e também sobre as férias, porque daqui por uns anos quando voltar a ler isto vou pensar que fui uma pobre infeliz, o que não é de todo verdade.