sexta-feira, 20 de abril de 2018

Eu quero mudar!!!



Eu quero mesmo muito mudar…
Não sei o quero mudar, só que quero ser bem mais feliz.
Muito grata por nos últimos anos fazer sempre uma caminhada a Santiago, e vir sempre com o sentimento que quero mudar algo na minha vida…
As conversas com a Susana… sobre ter um sentido para a vida, sobre sermos nós a fazermos as nossas escolhas, sobre sermos livres e conscientes…
As inúmeras vezes que falo com a minha irmã, em termos um negócio nosso e morarmos mais perto uma da outra…
E agora também a Joana a falar sobre em lutar pelos meus sonhos…e a meter-se demasiado na minha vida e a relação com ela também tem que mudar, não quero pessoas abelhudas na minha vida, e agora a amizade dela já não é tão positiva…
A Marcia a falar que só vivemos uma vez…e a lançar-se sempre sem medo…
Acho que não consigo ficar indiferente ao tanto que se fala em mudança…

Por onde começar…

Como eu me vejo daqui a 10 anos?
  • Não consigo imaginar…não em consigo imaginar a trabalhar aqui, acho que vou ficar louca, nem me consigo imaginar a trabalhar noutro sítio qualquer;
  • Não me consigo imaginar sozinha, nem a viver com alguém;
  • Não me consigo imaginar sem mãe, ou sem algum dos meus irmãos;
  • Quantos amigos terei nessa altura, será qua ainda serei amiga das Susanas e da Ana. Quando penso em construir um ciclo de amigos à minha volta, penso se vou ter sucesso ou não, mas tenho de acreditar nisso.
  • Que actividades extras terei nessa altura.
  • Que pessoa eu serei ou eu me tornarei…
  • Poderia pensar em quem eu era quando tinha 30 anos, mas acho que pouco mudou em mim… vou pensar no meu futuro!!!
O que realmente eu gosto de fazer, o que me apaixona mesmo?
  • Nadar, estar dentro de água;
  • Praticar desporto;
  • Estar com a família e os amigos, passear, estar ao ar livre, caminhar;
  • Trabalhar com pessoas, estar inserida em boas equipas de trabalho;
  • Gosto muito de estar na natureza e da área do ambiente;
  • Escrever;
  • Gosto da área da psicologia; animação social;
  • Organizar eventos.
  • Trabalhar na área do ambiente, não sei bem em que, acho que se estivesse com alguém acompanhar-me seria bem melhor e mais fácil. Tenho mesmo de pensar.
Mas em termos de trabalho o que poderia mesmo fazer?
  • Será que um curso de massagens, será que iria gostar de trabalhar nessa área?
  • Um curso na área da psicologia, onde poderia trabalhar? E que curso?
  • Terapia com animais, onde?
  • Um curso de instrutores de natação?
Passos:
  • Falar com a Marina, ou não?
  • Falar com o Rui.
  • Procurar oferta formativa, até junho;
  • Procurar alternativas de cursos.
  • Saber das oportunidades de emprego nesta área.
Porque só tenho esta vida e não quero chegar a velha frustrada e com ressentimentos e arrependida por ter deixado coisas por fazer…

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Será só uma fase!!!


Não sei bem,

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Se é só uma fase já dura desde setembro. Com alturas melhores, com outras piores, mas há que aceitar tudo aquilo que sentimos, sem deixar que as nossas emoções nos dominem. 

Por vezes penso que esta fase menos boa, não vai passar, ou que com a idade terei crises depressivas mais vezes e mais prolongadas. É verdade que não tenho conseguido manter a calma e ter paciência por muito tempo. A impaciência é mesmo um sentimento que me tem dominado nos últimos tempos. Falta de paciência e ansiedade tem mesmo dominado a maior parte dos meus dias, ultimamente. Este estado não tem nada a ver com o que a paz e tranquilidade que senti durante a maior parte dos 40 anos que já vivi, sou sempre muito grata pela paz que sempre senti.

Apesar deste sentimento de tranquilidade que me dominava sempre passei por fases de maior nervosismo, que não chegavam a durar mais que uma parte do dia, durante alguns dias. Desde setembro que parece que este estado se inverteu e as vezes que estou mais calma são poucas e duram muito pouco tempo. 

Talvez tenha algumas razões, ou até menos capacidade de recuperar.
 
Perdi muita coisa nos últimos tempos, sim, ou talvez até tenha ganho, o futuro o dirá:


Perdi as colegas da hora de almoço, ou talvez só a Marisa, que as outras já as tinha perdido a muito.

Perdi também a Célia, talvez tenha ganho a Joana, fiquei a saber exatamente quem a Ana é, e é muitos conflitos no trabalho mesmo, muita ambição, muito exibicionismos e muita falsidade mesmo. Mas isso ela é que sabe, é mesmo problema dela… ou não! Eu não posso, nem devo julgar ninguém… Só afastar-me e estar mesmo muito atenta. 

A degradação ou afastamento da Célia foi uma das coisas que mais me custou, foi como se fosse deixada sozinha entregue a minha sorte. Desde setembro que virou uma pessoa muito estranha mesmo. Quando vim das férias estava com um comportamento inimaginável para a pessoa meiga que conhecia até então. A Joana diz que é de ter virado chefe, eu acho que “emprenhou pelos ouvidos da Ana”.

Tentei falar com ela duas vezes para reverter esta situação, não resultou, nada resultou, ao ponto de me chatear e criar mau estar com o resto da equipa até com o chefe, o chefe verdadeiro. Curioso há uns tempos falei com um colega sobre isso, que me disse que era uma situação má, que tinha de fazer qualquer coisa para mudar isso. Engraçado que a maior parte das pessoas com quem falei sobre este assunto me ía dizendo que tinha razão. Ele não disse nada, simplesmente um “tens que mudar essa situação porque é desvantajosa para ti”. 

Ainda esse colega, quando uma vez lhe disse que era discriminada porque era pobre e tinha um problema de visão, simplesmente me disse “as pessoas descriminam por qualquer coisa, essas podem ser boas razões”. Nada mais, nada de vitimizações, nem de queixinhas, nem tens razões nem penses nisso. Tão simples tão fácil.

Independentemente de tudo isto que me rodeia, tenho de fazer mais qualquer coisa. Sempre fui muito sozinha, nunca fui de grandes namoricos, ou de namoros a sério. Quando algum homem se aproxima de mim fico bastante nervosa, ansiosa, com um medo inexplicável, vou deixando passar todas as oportunidades, simplesmente devido a minha insegurança. Tenho medo de desiludir, tenho medo que não gostem de mim por causa do meu especto físico. Penso também que tenho bastantes preconceitos, porque dada a minha condição as pessoas que se aproximam de mim são muito problemáticas e eu ambiciono uma pessoa “perfeita”, ou sejam sem problemas de saúde e financeiros. Não precisa de ser bonito nem rico, só que não tenha mais problemas que eu. 

Mudar este preconceito? Será essa a melhor opção?

Também não quero mudar o meu estilo de vida, ou por falta de paciência. Porque neste momento a minha mãe precisa de mim e os meus irmãos também e eu não quero deixar de os ajudar.

Também gosto das minhas atividades extra trabalho, vivo muito para elas e 

Talvez pelo conjunto destes fatores todos e mais alguns que eu tenho de descobrir.

A minha parte afetiva está muito mal resolvida, esta é uma das vertentes mais importantes da vida, só porque ninguém vive sem amor, sem ter alguém que cuide de nós, sem termos ninguém nos nossos corações e sem morarmos no coração de ninguém.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

A Cristina

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A Cristina é uma estudante de mestrado já há alguns anitos. Não sei que ela faz, talvez seja Professora. Por vezes não percebo muito bem em que mundo ela anda, acho que nem quero saber, mas gosto de conhecer pessoas com ela, vão me tirando da monotonia.

Hoje a Cristina dirigiu-se mais uma vez a mim, “simpática” eu sei lá talvez com algum desdém de quem acha que tem todos os direitos, ou que nós estamos aqui para a servir.
Entregou me três livros em atraso:

- Os livros estão muito atrasados, durante uma semana não pode fazer requisição de livros.
- Não estive cá e tive mesmo muito trabalho, respondeu a Cristina em tom de choradinho. A que respondi não precisa de se estar a justificar, precisa de mais algum livro?
- Sim, veja ai é o livro que requisito mais vezes,
- Deixe me ver, tem aqui vários livros que requisita habitualmente várias vezes, tem no nome do livro?
- Não sei acho que é Geometry,
- Tem vários livros com esse título, sabe o autor? Lá me disse dois ou três nomes de autores e não encontrei nada, disse o ano e pensei “nunca mais saio daqui”. Pedi-lhe para ir pesquisar ela e para em dizer.

Foi fazer a pesquisa e trouxe outro título e outro autor e não encontrei nada. Deixe-lhe o meu email e pedi para me enviar a informação correcta para mim. Mesmo assim só a segunda tentativa é que consegui encontrar e dar-lhe a indicação onde estava.
Enfim, lá consegui passado 45 minutos ajudar a senhora.

Já há uns dias um senhor veio cá pedir um livro do qual nem sabia o nome nem o título, só sabia quem o tinha entregue há uns dias, enfim, pessoas muito interessantes para animar os meus dias.