quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Estás sempre na altura certa Susana



Apesar de teres ido para o Algarve estás mais presente, no memento certo, sempre com palavras meigas e acertadas. Esta terça-feira foi igual, um telefonema de 1h.30 m, passou tão rápido que pareceu que foi de 5 minutos.


Algumas coisas que fazem com que te deseje tudo de bom, só porque tu mereces:

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Vives no algarve e eu nunca fui ao algarve, não hesitaste em me convidar. Normalmente ninguém me convida, deve ser por causa do meu mau feitio, mas também por causa do meu problema de visão. É um facto que eu tenho de aceitar, nunca me preocupei com isso enquanto era jovem. Nunca fui pessoa de muito amigos, mas sempre tive bons amigos, e até começar a trabalhar nunca achei que a minha condição física e social fosse motivo para ser deixada para traz. Mas até nisto a Susana é assertiva a dizer não precisas de muitos amigos precisas de bons, ou de alguém muito próximo mesmo. A Susana sempre teve imenso amigos porque será que ela diz isso?


Sobre a responsabilidade familiar, estiveste – me a contar que quando foste viver com o Hélder disseste à família que tinha de deixar a tua avó, e que a tua responsabilidade em relação à família terminava ali. Uma atitude corajosa, mas como tu disseste tinhas que construir família e viver a vida que te pertencia. Disse-me que devia fazer isso em relação a minha mãe, para não deixar de ir a casa, mas que tinha que ter espaço para a família, e para a minha vida pessoal.


Sobre o facto do meu irmão Augusto me dizer para ir a casa de 15 em 15 dias: “Ele quer ter o espaço dele” Quer ser ele a dissidir o que é melhor para a sua casa”, “já tem as rotinas dele definidas e não quer estar a chatear-se com isso”. Até nisto tu tens razão aquela é mesmo a casa dele, é o seu espaço, talvez por isso nunca tenho feito muito esforço para mudar.

Sobre planos para 2018 “escreve coisas muito concretas, com nomes com coisas para fazeres e já agora também realistas”.


Como aprendeste isto tudo Susana?


Eu aprendo muito com o voluntariado, mas nunca tanto como tu – “Procura coisas que venha de dentro de ti, coisas intrínsecas, por vezes o que esses grupos dizem são muito genéricas, que pouco ou nada tem a ver connosco”. Como é que tu sabes isso? Realmente sinto muitas vezes que isso me acontece, não me identifico nada com o que é dito nas reflexões, sobre o amor, o sentido de serviço ou o voluntariado, acho que preferia coisas mais motivacionais ou coisas que me ajudassem a lidar melhor com o meu ser. Talvez seja eu a precisar de trabalhar estes aspectos.


Como eu te admiro, Susana, não é só por seres a minha melhor amiga, mas porque me ensinas imenso e estás a fazer um percurso de vida notável, já tens três filhas, já tiveste um negócio criado por ti, já fizeste um ano de missão, para além de teres tirado um curso superior. Agora saíste da tua zona de conforto, da tua casa confortável em Ovar, de perto da tua família e amigos, e foste procurar uma nova vida, ou uma nova felicidade no Algarve. Como tu me disseste “Aproveita tudo o que a vida tem para te dar, para não chegares a velha e ficares ressentida por coisas que querias ter feito e não fizeste”. Como isso é verdade, vejo perfeitamente isso pela minha mãe.

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