quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Porque fazemos o bem?

Porque cuidamos dos outros e do mundo que nos rodeia?

Tem mesmo de ser assim, ou deverá ser mesmo assim… Sem palavras o vídeo fala por si mesmo.




Este vídeo fez parte do boa noite, na reunião quinzenal da quarta feira passada do meu Grupo de Voluntariado, é impressionante quando estou mais desmotivada, aparecem este tipo de coisas para me lembrar que é por aqui o meu caminho, é aqui que quero estar.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Uma verdadeira inspiração - Charlie Chaplin


Charlie Chaplin, sim ele mesmo, para mim um dos melhores comediantes de todos os tempos. Eu admiro porque consegue fazer rir. Fazer rir alguém é mesmo muito difícil, ainda não passou muito tempo desde que vos falei nisso. 

Para além de fazer rir, Chaplin tem muitas outras características que eu gostava de ter, sempre esteve em paz com a vida, viveu de forma feliz e descontraída. Fosse qual fosse o assunto, falou sobre ele com muito humor, inteligência e sensibilidade, característica que falta a muitos humoristas.   

Nas redes sociais tem passado insistentemente este vídeo, intitulado “O Melhor Discurso de Todos os Tempos”, não poderia deixar de o partilhar, uma vez que gostei tanto e me identifico tanto com ele.


Algumas frases vaõ me chamando atenção: 

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades". 

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas duas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”. 

“O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergues os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos”. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Recados pelo facebook



Hoje tive de te telefonar, tive de ter a humildade de te telefonar, já sabia que não o ias fazer, já sei como és, por medo, ou por alguma cobardia nunca tomas a iniciativa de falar quando as coisas estão menos bem. Desta vez foi igual, mas como eu consigo perdoar tanta coisa a toda a gente, também tinha de ter a humildade para tomar a iniciativa de te ligar. Sim porque tu és minha irmã e agora estás a passar uma fase mesmo complicada da tua vida. Se te acontecesse alguma coisa agora, eu iria ficar com remorsos para toda a vida, por não te ter ligado.

Na sexta feira liguei te, não atendeste, não me lembrei que estavas com o Carlos, o teu amigo colorido, se não nunca te teria ligado. Claro mandas te uma mensagem pelo facebook, de uma foto na praia, fiquei logo a saber que estavas bem, isso foi bom, e também o motivo pela qual não me atendeste o telefone. Penso que também não te deves ter sentido bem com esta situação, porque à noite tinha mais um post no facebook com o seguinte texto:

"28-10-2016 - uma pequena parte de um diário:
A Lina Pereira, minha irmã trouxe-me flores, para além de tudo o que nos une, partilhamos também o gosto pela Natureza e pela vida".

E esta fotografia, um planta que te ofereci quando estavas no hospital, naquela sexta feira em que acordas te da operação a um cancro de mama. Escolhi flores brancas porque sei que gostas, escolhi uma planta porque é o símbolo da vida, e nessa altura é mesmo o que nós precisávamos, de vida e alegria.

Não sei qual foi o teu objectivo com este post, não sei no que estavas a pensar, nunca o vou saber, porque nunca vais ter coragem de me dizer. Acontece sempre assim quando qualquer coisa está mal, nunca falas, foges sempre e depois vais escrever, para aliviares a tua alma. Não sei se é exactamente assim mas é assim que eu te vejo.

Se soubesses o quanto fiquei triste quando vi aquele post, se soubesse o quanto eu fico triste quando não falas comigo e depois escreves coisas em público, num modo dissimulado de pedir desculpa ou de me dizeres que estas grata por qualquer coisa, afinal já nos conhecemos há 40 anos, ainda por cima somo grandes confidentes. Mas tu parece que ainda não me conheces bem, pelo menos não sabes as coisas que me deixam irritada e profundamente triste, mandar indirectas pelo facebook é uma delas.

Mas nem vou falar isso contigo não vela a pena, iria dar em discussão, para variar, quando acontece qualquer coisa menos boa, foges sempre, acabamos por nunca falar, ou se falamos discutimos, neste caso ficamos um tempo sem falar, depois quando a neura já me tem passado, eu acabo sempre por ceder e as coisas para ti ficam bem, mas para mim não, nunca ficam.

Olha, agora estou a fazer o mesmo que tu, a escrever, eu sei que tu nunca vais ler, mas eu ficarei um pouco mais tranquila, porque escrever é uma terapia, é a forma de verbalizar o que penso e desta forma e daqui por um bocado tudo isto fica muito relativo e já não terá importância até que uma situação mais ou menos parecida voltar acontecer, pois nós nunca temos a originalidade de fazer coisas diferentes até as coisas menos positivas fazemos sempre de igual forma.