Eu nunca
gostei de deixar ninguém sem uma resposta, nem que seja, “eu li a tua mensagem”
ou “agora não posso atender” ou por vezes até respondo “não sei, tenta
perguntar a outra pessoa”. Por uma questão de consideração respondo sempre.
Confesso que desde que comecei a fazer voluntariado regularmente tenho ainda mais
respeito por quem me manda mensagens.
Por outro lado vejo que quando sou eu a enviar mensagens nem sempre
obtenho resposta, nunca percebi bem porquê? É normal que as pessoas não
respondam, porque não se querem incomodar, por não tenham grande consideração
por mim, ou porque até não dão assim tanta importância à mensagem, ou é o
habitual nelas.
Acho que
tenho de aprender com esta gente, que quando não quer e não lhes interessa não
diz nada e ponto.
Já há muito
tempo que ando a treinar isso, mas por falta de coragem, por amizade ou por
consideração, não tenho obtido grandes resultados, nem com um lembrete no google
calender, avisar para não responder à pessoa y ou x, consigo grandes
resultados.
Na sexta-feira passada aconteceu-me uma situação mais ou menos caricata. Era o dia antes de um fim-de-semana dedicado a fazer voluntariado numa vila no interior do país. A Carolina sempre me deu boleia, desde que entramos no mesmo ano para este grupo, se numa fase inicial foi bom, deu para criarmos uma boa, achava eu, relação de amizade, com o tempo este favor tornou-se bastante amargo.
Na sexta-feira passada aconteceu-me uma situação mais ou menos caricata. Era o dia antes de um fim-de-semana dedicado a fazer voluntariado numa vila no interior do país. A Carolina sempre me deu boleia, desde que entramos no mesmo ano para este grupo, se numa fase inicial foi bom, deu para criarmos uma boa, achava eu, relação de amizade, com o tempo este favor tornou-se bastante amargo.
Nunca
percebi o comportamento da Carolina, embora seja meiga, extremamente prestável,
amorasa e tudo mais que se possa imaginar, há certas coisas completamente
disfuncionais naquela personalidade. Por um lado telefona, oferece boleia, e
quando estamos em grupo foge de mim, se estiver a falar com alguém, ou se
estiver num lado da mesa numa refeição, ela vai para outro, por vezes até
parece que espera que eu me sente ou vá para um sítio para ela ir para outro.
Um autentico jogo do cão e do gato, em que em privado, ou quando ninguém está a
ver se tem uma atitude, e em público se tem outra completamente diferente.
Enfim, ainda estou para entender isso, mas voltando há historia da semana
passada.
Na quarta e
na quinta feiras passadas estive com a Carolina, e ao contrário do que é
habitual não me ofereceu boleia para o local o grupo se iria reunir no sábado
de manhã, para partíssemos juntos para um fim-de-semana de “missão”.
Engraçado que
quando esta situação me vinha à memória, pensava a Carolina só me vai dar
boleia se o João lhe pedir também. Eu sei que ela não quer estar sozinha com
ele, não só porque ele é muito chato, mas porque ele andou atrás dela e também
porque ele é deficiente. E assim aconteceu pelas 9.30 da noite começou a troca
de mensagens, estupidamente mantidas e alimentadas por mim, só para ser
simpática, não criar mau ambiente no grupo e confesso também me fazer um pouco
de boazinha, mas também por vezes temos de saber jogar.
A troca de
mensagens foi esta:
Carolina: Lina, amanhã vou buscar- te a casa, ok! Aviso
quando estiver a caminho, Um beijo e até amanhã.
Eu: Eu posso ir ter ao marquês a não ser que vás
buscar o João. Posso ir também de metro, tu já tens muito trabalho não quero
que te incomodes. Beijos e vai ser um óptimo fim de semana tenho certeza.
Beijos até amanhã
Carolina: Sim também vou buscar o João e passo a
buscar te em casa para não carregada. Fica assim combinada ok! Amiga? Beijinhos
e até amanhã
Se na
primeira mensagem notei, por parte dela muita arrogância parece que me queria
obrigar aceitar boleia, e a impor a vontade dela. Nesta segunda mensagem ainda
foi pior ela decide o que quiser da minha vida e já está.
Mas a
conversa continuou em tom sínico
Eu: Não precisas eu vou de metro, obrigada à
mesma, beijos
Carolina: Tu prometeste que já não ias fazer mais
fitas destas. Eu vou te buscar sem problema.
Eu: Carolina é mesmo na boa, só se não te
sentires confortável ires sozinha com o João, ou não o conseguires atures. Se
for um desses casos tudo bem. Se não tu não és taxista.
Carolina: Lina, tranquilo conta com a minha boleia, um
beijinho.
No outro dia de manhã, quando já me tinha passado a neura e estava com um coração mol.
Eu
sou assim, quando estou nervosa digo tudo e mais alguma coisa, passado algum
tempo já nada tem importância.
Eu: Bom dia Estou na Doce Alto no Marquês, Até
já.
Carolina: Daqui a nada saio de casa e vou buscar o João,
Aviso quando estiver a chegar ao Marquês
Eu: Oh então vou de metro, não vou estar à
espera. Obrigada
Carolina: Faz como preferires
Eu: Obrigada à mesma até fico mais contente por
ires buscar o João. Beijos até já.
Não sei o
que a Carolina sentia ao mandar-me as mensagens, eu sei que queria fugir dela.
Sei que não tenho coragem de dizer directamente “eu não quero andar de carro
contigo”, porque posso vir a precisar, mas sobretudo porque alimento a
esperança numa amizade que só existiu da minha parte.
Tenho a
certeza qua a Carolina no sábado não me ofereceria boleia se o João não
pedisse, até porque ela quando estamos em grupo quer estar ou levar no carro
dela, outras pessoas, penso que numa tentativa desesperada para fazer amigos. O
que é legitimo. Eu sinceramente também gosto de estar com outras pessoas, mas
gostava de a ter também como amiga, dava-me outra segurança. E era uma amiga.
Não sinto
que haja amizade da parte dela, sinto é que devo desistir, já tivemos quatros
anos para criar essa amizade e não resultou. Quando não dá não dá, não há nada
que se possa fazer.
Não deveria
ter mantido esta troca de mensagens, já não é a primeira vez, e não é a
primeira vez que eu penso, não respondo é melhor não responde, ou mandar uma
mensagem vamos tomar um café e pomos os pontos nos Is, mas ela também nunca
quis tomar café comigo. Essa é outra longa história, que tenho para contar……


