Esta semana foi um misto sensações difusas para mim, de motivação e
desmotivação, ao mesmo tempo também de muita saudade. Saudade que me tirou a tranquilidade,
que é o sentimento que procuro sempre alcançar.
É para mim difícil descrever todas estas sensações, embora eu tenha plena consciência do que me tira os momentos de calma. Reconheço que estou a passar alguns tempos de mudança no que se refere aos relacionamentos com colegas e amigos. Se por um lado tenho alguns bons colegas de trabalho, com quem procuro estabelecer uma relação mais forte, que simplesmente colegas de trabalho, também sei que nunca seremos bons amigos. Eu gostava que a Cátia e a Idalina fossem minhas amigas. Sobretudo a Idalina com partilho tantas conversas e eu sei que ela me entente. Porque tal como eu é uma pessoa bastante sozinha, filha única, solteira e já nos 40.
Além destas colegas também tenho as colegas da hora de almoço, com quem passo muitos momentos divertidos, e que me dão bastante energia. No entanto este grupo não é fácil de gerir, não me sinto à vontade para falar das minhas coisas. Nunca contei que faço voluntariado no GAS Porto, que já passei umas férias a fazer voluntariado, que comprei casa, digo que foi alugada, nem sequer conto quando vou sair ou com quem. Apesar disso posso contar as coisas do meu local de trabalho, oiço o que elas têm para dizer, falamos de comida, do ginásio e de muitas outras coisas, menos de coisas mais intimas. Mas é um bênção ter este grupo, sinto-me muito grata por isso.
Fora do trabalho vou mantendo algumas boas amizades sobretudo com os colegas da faculdade e com mais uma ou outra amiga. Nos últimos tempos afastei-me um pouco da Faty, com quem aí muitas vezes às compras e também da Sandra, que era o meu porto de abrigo, pois é minha vizinha e passamos muito tempo juntas. Inclusive tinha as minhas chaves de casa, que há cerca de um mês deixou na minha caixa de correio, dando a desculpa que o pai não as queria ter lá em casa. A Sandra, era para mim o mesmo que foi a Cláudia, a pessoa com quem eu não me importava de falar sobre o que sentia, ou sobre as merdas que me iam acontecendo. Embora a Sandra seja muito mais compreensiva e capaz de guardar segredos.
Mas voltando ao assunto que me levou a escrever hoje, que foi que tive de assumir que não fazer umas férias iguais às do ano passado, ou seja fazer voluntariado em Seia, na Casa de Santa Isabel. No ano passado por esta altura tive momentos muito felizes, desde que dei disponibilidade até agora, posso assumir isso. Quando me lembro dessas duas semanas, uma em Seia e outra na Figueira da Foz, sou completamente invadida por felicidade, foi tudo tão mágico, as pessoas eram todas tão especiais. Poucas coisas me fazem doer a barriga, mas só de estar a escrever e a lembrar esses momentos já sinto um friozinho. Essas duas semanas ainda irão preencher muitas páginas neste blogue e também na minha vida.
Esta altura era altura de dar outra vez disponibilidade, mas não tenho férias, gastei demasiados dias no ano passado. Para além disso é numa altura que vou ter cá a minha mãe, e ela precisa de estar comigo, e eu com ela, não me sentiria nada bem ir fazer voluntariado e não estar com ela. Ela quer tanto vir passar férias ao Porto. Sinceramente também preciso de férias e não estou tão bem psicologicamente como no ano passado.
Ontem por sinal fui para o parque da cidade, e estive no mesmo sítio onde no ano passado me comunicaram que iria de missão, foi tudo tão mágico. Tenho que trabalhar para que essa magia volte acontecer no próximo ano, Não é fácil decidir entre ir em missão e uma caminhada a Santiago de Compostela, Não é fácil gerir, gerir as minhas férias o tempo para a família e o tempo para mim, sobretudo não é fácil gerir sentimentos. Vamos ver o que o meu coração vai dizer.
Este fim-de-semana, que será em Celorico; também será um dedicado ao voluntariado, e com idosos. Estou um pouco apreensiva, é uma coisa que não me deixa muito tranquila, também por causa da minha mãe, que já tem bastante idade e que precisa tanto de companhia, Esta situação deixa-me bastante dividida, mas vai correr bem, tenho a certeza que sim. Já estive em Celorico e no final de dia de sábado fiquei muito deprimido por causa de ver tanta gente “abandonada”, num lar, todos muito passivos e sobretudo por estarem perto…..
De facto o grupo onde faço voluntariado vai-me dando muito equilíbrio, mas também me traz alguns sentimentos de tristeza. Já estou lá há quatro anos, não estabeleci nenhuma relação a quem pudesse telefonar e dizer vamos tomar café. Nem me sinto à vontade para pedir o que quer que seja, nem que seja por causa do voluntariado, parece haver sempre uma má vontade no ar. No meu projecto não sinto vontade de dar ideias, as coisas são difíceis, ou eu sou voluntariosa demais e tenho espectativas demasiado elevadas em relação aos outros.
Neste fim-de-semana de voluntariado apelidado de trabalho, vou preparar uma dinâmica de bom dia, já gastei 4 ou 5 horas a fazer pulseiras para oferecer, acho que ninguém faria isso, claro que o faço com alegria, mas não sei se me deveria dedicar tanto. Por isso é que apanho tantas decepções, tenho as espectativas demasiado elevadas em relação às pessoas. É mesmo uma coisa que tenho de trabalhar.
Acho mesmo que o que me decepciona mais são as relações que estabeleci com as pessoas, ontem mandei uma mensagem para tomar cafezinho para três pessoas e ninguém me respondeu, fiquei mesmo triste, já sei que para elas não o vou voltar a fazer, nem pensar. Sobretudo para a Sandra, que pensava que era minha amiga. Bom não sei que se passa, sei que tenho de tentar entender as outras pessoas, mas também acho que aproximação dela com a Carla levaria a que se afasta-se de mim. Não entendo bem porquê. Também nunca entendi porque eu e a Carla não somos amigas, já falamos tanto, já ajudei tanto, sobretudo quando ela ficou sozinha como chefe de grupo em que as outras duas chefes saíram. Nunca percebi muito bem o comportamento dela, se calhar também não é para perceber, é mesmo só para aceitar e dizer uns nãos, com a mesma coragem que o faço no trabalho, ou que o fiz em relação à missão. Qualquer coisa se passa de errado com ela, ou comigo, ou até com nós as duas.
É para mim difícil descrever todas estas sensações, embora eu tenha plena consciência do que me tira os momentos de calma. Reconheço que estou a passar alguns tempos de mudança no que se refere aos relacionamentos com colegas e amigos. Se por um lado tenho alguns bons colegas de trabalho, com quem procuro estabelecer uma relação mais forte, que simplesmente colegas de trabalho, também sei que nunca seremos bons amigos. Eu gostava que a Cátia e a Idalina fossem minhas amigas. Sobretudo a Idalina com partilho tantas conversas e eu sei que ela me entente. Porque tal como eu é uma pessoa bastante sozinha, filha única, solteira e já nos 40.
Além destas colegas também tenho as colegas da hora de almoço, com quem passo muitos momentos divertidos, e que me dão bastante energia. No entanto este grupo não é fácil de gerir, não me sinto à vontade para falar das minhas coisas. Nunca contei que faço voluntariado no GAS Porto, que já passei umas férias a fazer voluntariado, que comprei casa, digo que foi alugada, nem sequer conto quando vou sair ou com quem. Apesar disso posso contar as coisas do meu local de trabalho, oiço o que elas têm para dizer, falamos de comida, do ginásio e de muitas outras coisas, menos de coisas mais intimas. Mas é um bênção ter este grupo, sinto-me muito grata por isso.
Fora do trabalho vou mantendo algumas boas amizades sobretudo com os colegas da faculdade e com mais uma ou outra amiga. Nos últimos tempos afastei-me um pouco da Faty, com quem aí muitas vezes às compras e também da Sandra, que era o meu porto de abrigo, pois é minha vizinha e passamos muito tempo juntas. Inclusive tinha as minhas chaves de casa, que há cerca de um mês deixou na minha caixa de correio, dando a desculpa que o pai não as queria ter lá em casa. A Sandra, era para mim o mesmo que foi a Cláudia, a pessoa com quem eu não me importava de falar sobre o que sentia, ou sobre as merdas que me iam acontecendo. Embora a Sandra seja muito mais compreensiva e capaz de guardar segredos.
Mas voltando ao assunto que me levou a escrever hoje, que foi que tive de assumir que não fazer umas férias iguais às do ano passado, ou seja fazer voluntariado em Seia, na Casa de Santa Isabel. No ano passado por esta altura tive momentos muito felizes, desde que dei disponibilidade até agora, posso assumir isso. Quando me lembro dessas duas semanas, uma em Seia e outra na Figueira da Foz, sou completamente invadida por felicidade, foi tudo tão mágico, as pessoas eram todas tão especiais. Poucas coisas me fazem doer a barriga, mas só de estar a escrever e a lembrar esses momentos já sinto um friozinho. Essas duas semanas ainda irão preencher muitas páginas neste blogue e também na minha vida.
Esta altura era altura de dar outra vez disponibilidade, mas não tenho férias, gastei demasiados dias no ano passado. Para além disso é numa altura que vou ter cá a minha mãe, e ela precisa de estar comigo, e eu com ela, não me sentiria nada bem ir fazer voluntariado e não estar com ela. Ela quer tanto vir passar férias ao Porto. Sinceramente também preciso de férias e não estou tão bem psicologicamente como no ano passado.
Ontem por sinal fui para o parque da cidade, e estive no mesmo sítio onde no ano passado me comunicaram que iria de missão, foi tudo tão mágico. Tenho que trabalhar para que essa magia volte acontecer no próximo ano, Não é fácil decidir entre ir em missão e uma caminhada a Santiago de Compostela, Não é fácil gerir, gerir as minhas férias o tempo para a família e o tempo para mim, sobretudo não é fácil gerir sentimentos. Vamos ver o que o meu coração vai dizer.
Este fim-de-semana, que será em Celorico; também será um dedicado ao voluntariado, e com idosos. Estou um pouco apreensiva, é uma coisa que não me deixa muito tranquila, também por causa da minha mãe, que já tem bastante idade e que precisa tanto de companhia, Esta situação deixa-me bastante dividida, mas vai correr bem, tenho a certeza que sim. Já estive em Celorico e no final de dia de sábado fiquei muito deprimido por causa de ver tanta gente “abandonada”, num lar, todos muito passivos e sobretudo por estarem perto…..
De facto o grupo onde faço voluntariado vai-me dando muito equilíbrio, mas também me traz alguns sentimentos de tristeza. Já estou lá há quatro anos, não estabeleci nenhuma relação a quem pudesse telefonar e dizer vamos tomar café. Nem me sinto à vontade para pedir o que quer que seja, nem que seja por causa do voluntariado, parece haver sempre uma má vontade no ar. No meu projecto não sinto vontade de dar ideias, as coisas são difíceis, ou eu sou voluntariosa demais e tenho espectativas demasiado elevadas em relação aos outros.
Neste fim-de-semana de voluntariado apelidado de trabalho, vou preparar uma dinâmica de bom dia, já gastei 4 ou 5 horas a fazer pulseiras para oferecer, acho que ninguém faria isso, claro que o faço com alegria, mas não sei se me deveria dedicar tanto. Por isso é que apanho tantas decepções, tenho as espectativas demasiado elevadas em relação às pessoas. É mesmo uma coisa que tenho de trabalhar.
Acho mesmo que o que me decepciona mais são as relações que estabeleci com as pessoas, ontem mandei uma mensagem para tomar cafezinho para três pessoas e ninguém me respondeu, fiquei mesmo triste, já sei que para elas não o vou voltar a fazer, nem pensar. Sobretudo para a Sandra, que pensava que era minha amiga. Bom não sei que se passa, sei que tenho de tentar entender as outras pessoas, mas também acho que aproximação dela com a Carla levaria a que se afasta-se de mim. Não entendo bem porquê. Também nunca entendi porque eu e a Carla não somos amigas, já falamos tanto, já ajudei tanto, sobretudo quando ela ficou sozinha como chefe de grupo em que as outras duas chefes saíram. Nunca percebi muito bem o comportamento dela, se calhar também não é para perceber, é mesmo só para aceitar e dizer uns nãos, com a mesma coragem que o faço no trabalho, ou que o fiz em relação à missão. Qualquer coisa se passa de errado com ela, ou comigo, ou até com nós as duas.
Ainda irei contar esta história e sei que me trará mais aceitação e tranquilidade, ou desinteresse. Definitivamente preciso de outra coisa onde me possa focar e gastar as minhas energias.

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