Esta
semana que teria tudo para ser uma semana feliz, recebi a minha casa a minha
mãe, irmã e o meu sobrinho, que são as pessoas mais queridas que tenho nesta
vida.
Tinha tantos planos, como ir à praia, fazer um piquenique no parque, passear e até ir a Fátima, só coisas interessantes para fazer sem pensar em nada, só usufruir do calor e do verão.
Mas, há sempre um mas, no Domingo a minha irmã chegou com uma infecção urinária e pediu me para marcar uma consulta para o ginecologista, achei estranho e perguntei se não era melhor ir a um médico de clinica geral, ou urologista, ao que ela me respondeu, tanto faz, também como já há muito tempo que não vou ao ginecologista, aproveito esta oportunidade.
Tudo normal, mas tudo completamente normal, a médica como seguiu o protocolo pediu os exames habituais de rotina, análises de sangue e mamografia e ecografias. Exames que a minha irmã nem queria fazer, mas eu insisti porque como estava de férias despachava esses assuntos.
Na quarta feira passada tirei a tarde a estar com eles e como a minha irmã tinha exame ás 12 horas resolvi esperar por ela antes de ir para casa, liguei, mas não me atendia, liguei ao Samuel e ele também não me atendia, até que a minha irmã mandou uma mensagem a dizer que estava atrasada.
Fiquei mesmo muito chateada, não há paciência “Em férias nunca mais realizas exames no Porto”, confesso que estava bastante nervosa e ansiosa, um misto de chateada e com muito medo, só queria que a minha irmã estivesse bem. Nos meus pensamentos passava um misto de ficar chateada por ela demorar tanto tempo e de abraçar para mim, sem deixar que ma tirassem, e ficar sempre assim agarrada a ela, é a minha mana.
Uma auxiliar de saúde aparecia e desaparecia por uma porta enorme, quando saía dizia: “ A sua irmã está quase a sair”, “A sua irmã está bem disposta, está a falar do filho dela” quentas mais vezes ela fazia isto mais nervosa eu ficava, mas resolvi jogar damas no telemóvel com o meu sobrinho para estarmos os dois mais tranquilos.
Finalmente a minha irmã saiu e disse “Está tudo bem”, mas depois começou a chorar e disse que tinha feito uma biopsia.
Acho que fique anestesiada e tentei conforta-la, dizendo que não era nada, o Samuel e a menina da recepção fizeram o mesmo. Até o médico que fez a consulta veio falar com a minha irmã.
Fomos os três para casa em silêncio, até que a minha irmã disse, vamos fazer tudo como se não tivesse acontecido nada, para a mãe não se aperceber e assim fizemos.
Fomos almoçar os fora os quatro, como se estivéssemos felizes. Entretanto um amigo da minha irmã convidou a para um passeio e ela não queria aceitar, mas eu disse para ir e aproveitar embora não contivesse o choro. Parecia que a minha irmã me estava a fugir dos meus braços, por um lado queria só para mim, por outro queria que ela estivesse feliz, e ir ter com o amigo dela era tudo o que ela queria, e eu disse para ir e fui leva-la ao autocarro.
Agora estamos naquela fase de espera a tentar não falar sobre o assunto e nem pensar o pior. Mas cabe me a mim ir buscar os resultados. Não estou com coragem nenhuma. Ontem a minha irmã disse me para quando for buscar os exames para abrir a carta e ver. Claro que eu disse que não ía fazer isso porque não percebia nada daquilo, mas de certeza que devo perceber, só fiz isso porque não quero ser eu a dar más noticias, estou cheia de medo, mesmo com muito medo.
Já li muito na net, já questionei a minha irmã para tentar fazer um diagnóstico, sei lá, mas sei exactamente o que me resta é esperar e ganhar coragem.
Por piores que sejam as coisas não vou desistir da luta, quero mesmo ganhar este jogo.
A vida que sempre nos premiou com muita saúde, parece nos estar a trocar as voltas, por um lado a minha mãe já com bastante idade e a perder muitas capacidades físicas e mentais, por outro lado parece que estou a perder a minha irmã. Não imagino mesmo uma vida sem ela, é que não consigo imaginar.
Tinha tantos planos, como ir à praia, fazer um piquenique no parque, passear e até ir a Fátima, só coisas interessantes para fazer sem pensar em nada, só usufruir do calor e do verão.
Mas, há sempre um mas, no Domingo a minha irmã chegou com uma infecção urinária e pediu me para marcar uma consulta para o ginecologista, achei estranho e perguntei se não era melhor ir a um médico de clinica geral, ou urologista, ao que ela me respondeu, tanto faz, também como já há muito tempo que não vou ao ginecologista, aproveito esta oportunidade.
Tudo normal, mas tudo completamente normal, a médica como seguiu o protocolo pediu os exames habituais de rotina, análises de sangue e mamografia e ecografias. Exames que a minha irmã nem queria fazer, mas eu insisti porque como estava de férias despachava esses assuntos.
Na quarta feira passada tirei a tarde a estar com eles e como a minha irmã tinha exame ás 12 horas resolvi esperar por ela antes de ir para casa, liguei, mas não me atendia, liguei ao Samuel e ele também não me atendia, até que a minha irmã mandou uma mensagem a dizer que estava atrasada.
Fiquei mesmo muito chateada, não há paciência “Em férias nunca mais realizas exames no Porto”, confesso que estava bastante nervosa e ansiosa, um misto de chateada e com muito medo, só queria que a minha irmã estivesse bem. Nos meus pensamentos passava um misto de ficar chateada por ela demorar tanto tempo e de abraçar para mim, sem deixar que ma tirassem, e ficar sempre assim agarrada a ela, é a minha mana.
Uma auxiliar de saúde aparecia e desaparecia por uma porta enorme, quando saía dizia: “ A sua irmã está quase a sair”, “A sua irmã está bem disposta, está a falar do filho dela” quentas mais vezes ela fazia isto mais nervosa eu ficava, mas resolvi jogar damas no telemóvel com o meu sobrinho para estarmos os dois mais tranquilos.
Finalmente a minha irmã saiu e disse “Está tudo bem”, mas depois começou a chorar e disse que tinha feito uma biopsia.
Acho que fique anestesiada e tentei conforta-la, dizendo que não era nada, o Samuel e a menina da recepção fizeram o mesmo. Até o médico que fez a consulta veio falar com a minha irmã.
Fomos os três para casa em silêncio, até que a minha irmã disse, vamos fazer tudo como se não tivesse acontecido nada, para a mãe não se aperceber e assim fizemos.
Fomos almoçar os fora os quatro, como se estivéssemos felizes. Entretanto um amigo da minha irmã convidou a para um passeio e ela não queria aceitar, mas eu disse para ir e aproveitar embora não contivesse o choro. Parecia que a minha irmã me estava a fugir dos meus braços, por um lado queria só para mim, por outro queria que ela estivesse feliz, e ir ter com o amigo dela era tudo o que ela queria, e eu disse para ir e fui leva-la ao autocarro.
Agora estamos naquela fase de espera a tentar não falar sobre o assunto e nem pensar o pior. Mas cabe me a mim ir buscar os resultados. Não estou com coragem nenhuma. Ontem a minha irmã disse me para quando for buscar os exames para abrir a carta e ver. Claro que eu disse que não ía fazer isso porque não percebia nada daquilo, mas de certeza que devo perceber, só fiz isso porque não quero ser eu a dar más noticias, estou cheia de medo, mesmo com muito medo.
Já li muito na net, já questionei a minha irmã para tentar fazer um diagnóstico, sei lá, mas sei exactamente o que me resta é esperar e ganhar coragem.
Por piores que sejam as coisas não vou desistir da luta, quero mesmo ganhar este jogo.
A vida que sempre nos premiou com muita saúde, parece nos estar a trocar as voltas, por um lado a minha mãe já com bastante idade e a perder muitas capacidades físicas e mentais, por outro lado parece que estou a perder a minha irmã. Não imagino mesmo uma vida sem ela, é que não consigo imaginar.



