Dá gosto olhar para ti e estar
contigo. Sempre foste muito doce, e tranquila, o símbolo perfeito de quem escolheu
uma vida para amar e cuidar, mas agora tens um sorriso e uma calma, que é inexplicável,
mas que eu entendo perfeitamente o que sentes. Parece que te libertaste de um
fardo bem pesado e estás livre para seguir os teus sonhos e o teu caminho.
Vais trabalhar para Seia, para um
lugar mágico, para uma casa cheia de pessoas bem especiais, quem têm só como
objectivo viver para serem felizes. Como eu me identifico com este mundo e com
esta forma de estar na vida. Acho que foi o único lugar no mundo onde fui
aceite tal como sou. Nunca ninguém me perguntou qual era o meu problema de
visão, ou porque era vegetariana. Simplesmente perguntaram o nome, e isso é
tudo. Nunca senti que tenham dado mais atenção a uma pessoa que a outra, nunca
senti houvesse algum tipo de preferência pessoal (claro que instintivamente as
pessoas criam mais empatia com umas do que com outras). Falam com toda a gente
da mesma forma e com o respeito que todo o ser Humanos deve receber. Pura e
simplesmente aceitam-te como és, o que consegues fazer, com as tuas capacidades
ou incapacidades, fazendo tudo ao teu ritmo e com a tua capacidade de aprendizagem,
és tu próprio, é a tua essência, a tua génese a tua maneira de ser, nada mais,
só tu em plena harmonia com comunidade e a natureza.
É para mim muito difícil descrever
o que sinto, em relação a este lugar, à casa de Santa Isabel em Seia, mesmo
passado um ano de lá ter estado durante 15 dias. Ter estado neste lugar foi a
melhor coisa que poderia ter feito enquanto voluntária do G.A.S. Porto. Já
tenho quase 40 anos, e já passei por muitos lugares, confesso que raramente me
deram a hipótese de estar nos melhores sítios, ou ter as melhores
oportunidades, ou de ser escolhida para uma coisa que toda a gente queria.
Estarei sempre muito grata a este grupo, e agradeço à vida por ter colocado o
G.A.S. Porto no meu caminho.
Os colegas que vão este ano, estão já a fazer os preparativos para a missão deste ano, eu vou recordando todos os momentos felizes que passei no ano passado, desde que soube que iria fazer missão em Seia, foram realmente momentos muito bons, que quero mesmo repetir. Valeu a pana não ter ido fazer a caminhada a Santiago de Compostela, valeu a pena ter abdicado de 10 dias de férias do ano passado e ter gasto mais 4 dias deste anos. Valeu a pena a espera, tudo valeu a pena, e continua a valer.
Os colegas que vão este ano, estão já a fazer os preparativos para a missão deste ano, eu vou recordando todos os momentos felizes que passei no ano passado, desde que soube que iria fazer missão em Seia, foram realmente momentos muito bons, que quero mesmo repetir. Valeu a pana não ter ido fazer a caminhada a Santiago de Compostela, valeu a pena ter abdicado de 10 dias de férias do ano passado e ter gasto mais 4 dias deste anos. Valeu a pena a espera, tudo valeu a pena, e continua a valer.
Seia é mesmo um lugar onde quero
regressar, e que quando o meu corpo físico lá voltar sei que vou sentir as
mesmas sensações de há um ano atrás, sei que vou ser lá feliz. Falo só na minha
vertente física, porque um pouco da minha alma pertence a esta casa.
Quando olho para a Susana,
imagino-me a fazer o mesmo, a deixar tudo, casa, trabalho, amigos, a qualidade de
vida no Porto, e ir para lá, para uma aldeia no interior, parecida a que me viu
nascer e da qual fujo a sete pés, por ser tão isolada. Imagino-me a viver numa
comunidade sem salário, e a trabalhar para um bem comum.
Penso que no meu íntimo sempre
tive este sonho, que está agora tanto na minha mente, por ter vivido esta experiência, mas também por ver a Susana tão feliz.

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